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Tecidoteca

(Por Luiza Fabiani Medeiros)

Sim, nós temos uma Tecidoteca!

Tudo bem que ainda dividimos um espaço que era pra ser só nosso com livros que ainda precisam ser catalogados para entrar no acervo da Biblioteca, o que limita a organização dos tecidos e aviamentos… Mas graças ao curso de Têxtil e Moda, desde 2008 há um embrião da Tecidoteca da Universidade de São Paulo. E estamos trabalhando para melhorá-la a cada dia!

Ok, agora comecemos a falar do que você encontra lá:

Temos um armário e algumas caixas com bandeiras de Malharia, Tecelagem e Tecidos Tecnológicos. Todos são etiquetados com um número, o que facilita a procura de um tecido específico no nosso banco de dados. Sim! Você tem alguma criação na cabeça e procura o tecido perfeito? Você pode pesquisar por composição, utilidade, cor ou acabamento.

O mais legal é que contamos com bandeiras bem diversificadas, ou seja, tem um pouco de tudo, é bem difícil você ficar na mão.

Além dos tecidos, temos um acervo de aviamentos enorme, que é super útil para pesquisar modelos e materiais de botões, por exemplo.

Por fim, há alguns relatórios e artigos das pessoas que já trabalharam aqui, como também cópias de livros que falam sobre têxteis, sua história, métodos de conservação, etc.

Tá a fim de visitar? A Tecidoteca não tem horário de funcionamento e só fica aberta quando há algum responsável por lá. Fale com a gente (Aldo – 1° ano, Camila – 3° ano, Luiza – 1° ano ou Mariana – 2° ano) e combine um horário, ou simplesmente apareça e veja se ela está aberta! Somos muito legais e estamos sempre dispostos a ajudar. 🙂

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Arquivado em Eventos, São Paulo, Têxtil, USP

Acherontia – a criação de uma marca

A maioria das pessoas que conhece o Thiago (que escreve aqui no blog) sabe que já faz um tempo que ele está envolvido com a criação de uma marca de moda masculina: a Acherontia. Como o Tecendo Ideias também é um espaço para falarmos dos projetos dos alunos, resolvi fazer uma entrevista com ele sobre o assunto!

Tecendo Ideias: Como surgiu a Acherontia? Qual a inspiração da primeira coleção?

Thiago Silveira: A Acherontia veio como uma idéia solta na cabeça, uma simples vontade de fazer roupas que as pessoas gostassem e consumissem e depois de muitas influências e muita pesquisa assumiu a cara que tem hoje. Essa 1ª coleção comercial é fruto de um projeto meu, enviado para a Casa de Criadores do ano passado, cujo tema era Holocausto. A marca tem essa identidade: apostar em temas fortes e controversos para atender a um público que, acima de tudo, consome novas idéias.

T.I. : Qual o aspecto que você acredita ser o mais interessante na concepção do seu próprio negócio?

Thiago: O aspecto que considero mais interessante é que você tem que aprender de tudo, e nessa hora você percebe que apesar da faculdade te dar uma base teórica muito boa, é na prática que se aprende. Mesmo que você não seja o responsável pela execução de todos os processos, é MUITO importante que você compreenda cada estágio dele, para assim poder cobrar bons resultados. Você tem que saber de tudo, inclusive o que o consumidor espera – ou seja, tem que sair de você e se olhar de fora, se criticar.

T.I.: Qual foi o seu maior desafio na estruturação da marca?

Thiago: Encontrar boas oficinas a um preço razoável. Ainda assim, por ser uma produção pequena, acaba que muitas vezes adiam a produção e dão prioridade às empresas maiores, o que atrapalha qualquer cronograma (lançamento, entrega, etc). Praticamente 100% dos meus processos são externos, o que significa muita cobrança em cima dos fornecedores – especialmente com as costureiras

 T.I.: E no que diz respeito ao desenvolvimento de produto?

Thiago: Os processos criativos de moda que aprendemos na faculdade são importantes, mas cabe a cada um descobrir como utilizá-los. A verdade é que na prática, se a sua proposta de moda está totalmente fora do “espírito do tempo” (o tal zeitgeist), por mais incrível e autoral que seja, é difícil que ela seja bem aceita. Poderá ser até admirada – e muito -, mas não vai vender nada. Afinal de contas, estamos falando de ganhar dinheiro, não somente de se expressar.

T.I.: Então você acredita que a moda conceitual não tem espaço no mercado?

Thiago: Ter até tem, mas é um espaço muito pequeno e pouco lucrativo… eu defendo muito a expressão pessoal por meio da moda (inclusive a Acherontia nasceu disso), mas acredito que isso tem que acontecer em outros espaços – num editorial, numa campanha, num desfile, não nas lojas.

T.I.: Tem alguma mensagem para quem faz TM e quer criar sua própria marca?

Thiago: Quem tiver um mínimo de interesse em se aventurar nesse tipo de iniciativa, meu conselho é: não hesite! Pense muito, planeje, peça ajuda, faça o seu melhor, e o mais importante – tenha identidade própria e seja o seu maior crítico. A maioria das idéias não merece sair do papel; mas há as que merecem, as que valem a pena o risco. Encontre-as, dê a elas a sua cara e não tenha medo.  

Pra quem quiser conhecer a marca: www.acherontia.com.br

4 Comentários

Arquivado em coleção, Eventos, Moda, São Paulo, USP

Dica: Livro de Moda*

“ISMOS –  PARA ENTENDER A MODA”

Sempre amei passar em livrarias (e na biblioteca da EACH) e ficar um bom tempo procurando novidades. Muitas vezes pego algum livro emprestado da biblioteca, mas às vezes, quando acho o livro muito interessante e necessário, acabo comprando mesmo.

Assim que foi lançado, o livro “Ismos – Para entender a moda” de Mairi Mackenzie me chamou a atenção. Mas a proposta, de apresentar as tendências e movimentos da moda desde o século XVII até os dias atuais, me parecia um projeto muito pretencioso para um livro tão pequeno.

Folheei e pensei até que bastante antes de comprar… mas quando encontrei o livro na Feira do Livro da EACH por metade do preço (vale a pena esperar a feira!) eu não pensei duas vezes. Foi mesmo uma ótima compra.

O livro é sucinto, mas é um bom começo para quem não entende muita coisa de história da moda. Já para os entendidos, este é um ótimo livro para consultas rápidas, e muito provavelmente para aprender um pouco mais.

A autora faz uma análise da relação e da oposição entre as tendências apresentadas. E há também a indicação de museus em que se pode encontrar peças que representem cada um desses movimentos.

Definitivamente um livro para se ter.

 

*O tema “Livros de Moda” foi uma sugestão do Prof. Carlos Brito.

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Arquivado em história da moda, Moda

Estampas divertidas by Libertine

Oii pessoas humanas!

Como vocês devem saber, desde quarta passada está rolando nos EUA a NYFW. Eu, fashionista que sou, nem costumo acompanhar a semana por causa de seu caráter quase totalmente comercial, bem típico da cultura do país. MAS sempre dou uma fuçadinha em algumas marcas, meio que por acaso, sem nem olhar o nome – por que a maioria das que conheço de nome não vale muito a pena olhar – e as vezes encontro algo de interessante. Aconteceu de novo agora há pouco.

Não conheço de nome a marca – chama-se Libertine -, mas adorei o trabalho de estamparia e o jogo de cores dessa coleção AW 2011.  As estampas são simples, riscas horizontais e verticais, aplicadas em peças clássicas. Mas da maneira que foram dispostas, e as cores que “ardem o olho” em tons ácidos de roxo, vermelho, rosa, azul, amarelo, entre outros, dão um efeito incrível. Vejam só.

Legal né? O resto você vê aqui.

fotos em >> www.style.com

beijos!


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Arquivado em Eventos, Moda

Exposição do Walter Rodrigues

Com as férias chegando ao fim, muitos dos alunos de TM já estão aqui em SP, certo? Então vocês podem conferir uma exposição com 38 criações do Walter Rodrigues, que também conta com vídeos e documentários de profissionais da moda. Acontece lá no Senac até o dia 26 desse mês. O endereço é Rua Faustolo, 1347 – Lapa , e o telefone para mais informações é : (11) 2185-9800

Ah, e outra coisa, criamos essa página aqui explicando como o pessoal do curso pode participar do blog. Logo mais as aulas voltam, teremos posts relacionados com o que acontece no curso de Textil e Moda da EACH-USP, e contamos com a participação de vocês. 🙂

Beijos

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Arquivado em Eventos, Moda, São Paulo

SPFW – 5º e 6º dias (parte 1)

Esse post é o início do fim dos nossos comentários sobre os desfiles dessa edição do SPFW. É, início, por que ele será finalizado pelo Thiago: nós escolhemos 3 desfiles cada para comentar.

Dos desfiles de terça, comento sobre a coleção do Fause Haten, que achei interessante especialmente por se inspirar no ‘nada’. Achei que ficou bem diferente de tudo que vinha sendo apresentado nos outros desfiles, mas ainda assim as maxi tendências aparecem: brilhos, pelos, transparências…

A Glória Coelho se inspirou em Pokémons e…. AHN? POKEMON? hahahaha É.

Na minha opinião.. o tema mudou, a coleção continua a mesma. Só eu acho isso? Não cheguei a perguntar a opinião de mais ninguém ainda… e não nego que esteja tudo muito lindo, tudo muito legal, mas que é o de sempre, é.

Já o estilo de André Lima é sempre elegante, extravagante, forte. Nessa temporada ele apresentou uma coleção de vestidos lindíssimos, que não tinham muito uma ‘ligação’ que os unia, assim para se chamar de ‘coleção’ mesmo. Mas até que é coerente né? A cliente dele não deve ser uma mulher que gostaria de ver outro vestido parecido com o dela em uma festa… achei de muito bom gosto, muito bem feito, com identidade própria.

O desfile do André Lima é muito oportuno para finalizar as minhas avaliações por esse motivo:  me lembra que uma coleção deve, acima de tudo, seguir o gosto do cliente, da inspiração, do estilo próprio. Obvio que não é só ele, mas ele é um bom exemplo disso… uma coleção sem uma conexão aparente, sem seguir tendências e modismos, de vestidos de festa, que são lindos, elegantes e de uma personalidade bem definida.

E por isso acho também que as opiniões aqui podem até ser compartilhadas por muita gente, mas tem desfiles que deixamos de fora das nossas avaliações que agradam muita gente também. Não existe muito isso de ‘melhor’, ‘pior’: existem coisas bem feitas (no sentido de modelagem, material) e existe o gosto, que é muito pessoal: beleza está nos olhos de quem vê.

Bom, termino aqui meus comentários sobre o SPFW.  Agora vamos aguardar os comentários do Thiago, os desfiles que ele escolheu eu também achei liiindos.

Beijos

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Arquivado em Eventos, Moda, São Paulo

Mario Francisco fala sobre seu trabalho

Oi gente!

Só uma diquinha prá quem não vai estar no SPFW no sábado à tarde > o estilista da Der Metropol e docente do SENAC, Mario Francisco (o grande novo nome da moda masculina da Casa de Criadores, depois que João Pimenta deixou o line up), fará palestra sobre a trajetória da marca, seu processo criativo e desenvolvimento de coleções.

Dia 29/01, na Un. Centro da Aliança Francesa – R. General Jardim, 182, próximo ao metrô República, das 16:00 às 17:00. Limite de 210 lugares. Inscrições para galeriacentral@hotmail.com. Veja a programação completa – além da palestra, antes e depois haverá a exibição de filmes com curadoria da Aliança e do próprio Mario.

Aproveitem!

Até a próxima : )

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Arquivado em Eventos, Moda, São Paulo