Arquivo do mês: janeiro 2012

Dica: Livro de Moda*

“ISMOS –  PARA ENTENDER A MODA”

Sempre amei passar em livrarias (e na biblioteca da EACH) e ficar um bom tempo procurando novidades. Muitas vezes pego algum livro emprestado da biblioteca, mas às vezes, quando acho o livro muito interessante e necessário, acabo comprando mesmo.

Assim que foi lançado, o livro “Ismos – Para entender a moda” de Mairi Mackenzie me chamou a atenção. Mas a proposta, de apresentar as tendências e movimentos da moda desde o século XVII até os dias atuais, me parecia um projeto muito pretencioso para um livro tão pequeno.

Folheei e pensei até que bastante antes de comprar… mas quando encontrei o livro na Feira do Livro da EACH por metade do preço (vale a pena esperar a feira!) eu não pensei duas vezes. Foi mesmo uma ótima compra.

O livro é sucinto, mas é um bom começo para quem não entende muita coisa de história da moda. Já para os entendidos, este é um ótimo livro para consultas rápidas, e muito provavelmente para aprender um pouco mais.

A autora faz uma análise da relação e da oposição entre as tendências apresentadas. E há também a indicação de museus em que se pode encontrar peças que representem cada um desses movimentos.

Definitivamente um livro para se ter.

 

*O tema “Livros de Moda” foi uma sugestão do Prof. Carlos Brito.

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Arquivado em história da moda, Moda

Casa de Criadores

Não, você não está prestes a ler um bocado de resenhas atrasadas da 30ª edição da Casa de Criadores (que aconteceu dias 12, 13 e 14 de dezembro passado). Nós só viemos explicar melhor para vocês o que é essa tal Casa.

Não, não é tão óbvio assim. Ao contrário da SPFW, que aparece praticamente em todas as mídias do país e é conhecida – ao menos pelo nome – do grande público, a Casa acaba sempre ficando em segundo lugar, e muitos (mesmo da área de moda) não sabem como ela funciona, nem qual a sua propostacomo os estilistas e marcas chegam lá e tampouco de sua importância. E é disso que viemos falar.

A primeira edição da Casa aconteceu em maio de 1997, pouco depois da primeira edição da SPFW, que naquela época ainda era Morumbi Fashion Week. A proposta do evento, criado por André Hidalgo e outros 6 estilistas – entre eles Lorenzo Merlino e Marcelo Sommer – era criar uma semana de moda diferente, autoral, que apresentasse propostas menos comerciais do que sua irmã mais velha, ajudando assim a lançar esses novos nomes no mercado.

De lá pra cá, passaram-se 30 edições, e o evento foi ficando cada vez mais lapidado e profissional. Vieram da Casa nomes como Ronaldo Fraga, Samuel Cirnansck, Mário Queiroz, André Lima, Cavalera, Karla Girotto e João Pimenta, além dos já mencionados Sommer e Lorenzo Merlino. Todos esses nomes integram ou integraram a SPFW em algum momento, e acabaram se tornando marcas de sucesso.

Atualmente, a Casa de Criadores é a principal fonte de novidades no cenário da moda nacional, por meio da promoção constante de novas marcas para o seu line-up, e é uma das principais responsáveis pela democratização da moda no Brasil (digo democratização do acesso à esses eventos, que antes eram restritos somente a marcas com uma boa estrutura e consolidadas no mercado). Hoje em dia, muitos sonham com a Casa mirando o amadurecimento do seu trabalho e o futuro ingresso na SPFW. Mês passado, foi anunciado que mais um “filho” da Casa, Rodrigo Rosner, migrou para a SPFW.

Muitos de nós, estudantes de moda e afins, temos intenção de fazermos carreira como estilista e participar desse tipo de evento. Os meios de entrar na Casa de Criadores são muitos, e é ai que quero chegar:

  • Projeto Lab: a seleção para o Lab costuma acontecer uma vez por ano, e recebe propostas de coleção de qualquer pessoa maior de 16 anos. O selecionado passa a integrar o line-up do projeto, e durante 3 temporadas desfila coleções de 10 looks. Ao final desse tempo de incubação, entra para o line-up definitivo da Casa.
  • Projeto Ponto Zero: lançado em 2008, o concurso que ocorre na edição de inverno do evento já lançou nomes como Karin Feller e Cynthia Hayashi. É uma competição entre formandos das principais faculdades de moda de São Paulo – e eventuais convidados de outros eventos. O vencedor passa a integrar o line-up do Lab.
  • Fashion Mob: de todas as propostas, a mais democrática. Já na sua 3ª edição, o flash mob fashion, que também ocorre em SP, permite incrição e participação de qualquer pessoa sem seleção de trabalho. O participante faz sua apresentação ao ar livre, e o vencedor passa a integrar o line-up do Projeto Lab.
  • Incrições aleatórias: a Casa também recebe incrições o ano todo, e toda edição costuma lançar uma marca nova, seja um nome jovem ou outro já consolidado.
  • Outros métodos: vários concursos e iniciativas de moda no Brasil tem ou tiveram parceria com a Casa. Podemos citar o Santa Catarina Moda Contemporânea, o Sinditêxtil Ceará, o Brasil Fashion Designers e o programa de TV MTV Elle Fashion Fabric.

Outras informações sobre o passado (ou o futuro) da Casa pode ser encontrado em casadecriadores.uol.com.br ou no site do Fashion Mob: fashionmob.com.br.

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Arquivado em Eventos, Moda, São Paulo

Por Dentro da Estamparia Têxtil

No 4º Semestre do curso é ministrada a matéria Beneficiamento Têxtil II. Nela, os alunos têm aulas teóricas e práticas sobre os processos de modificação de características visuais e de toque pelos quais tecidos e malhas passam antes de serem comercializados.

Uma das últimas etapas do beneficiamento têxtil é a estamparia e, para entender como funciona na prática, visitamos a Gênesis, uma empresa especializada na fabricação de tintas e produtos químicos para aplicação gráfica e serigráfica.

Fotografei as etapas, e vou explicar pra vocês um pouco do que aprendemos:

  • Primeiro, o desenho é feito e impresso no fotolito – que é uma lâmina de acetato com o desenho impresso em tinta preta, própria para isso.
  • Depois, é preparada a matriz:

  • Uma solução sensível à luz é aplicada na tela pronta, e o fotolito com o desenho escolhido é sobreposto à tela.
  • >>> Essa montagem (tela+fotolito) é colocada na mesa de gravação, e uma luz branca seca a solução na tela, e apenas as partes do fotolito que permitem a passagem da luz sofrem a secagem, tampando os espaços da trama do tecido.
  • A parte impressa do fotolito não permite a passagem de luz, e nessas regiões a solução da tela não seca. Essas partes que não secaram são removidas. Assim, na hora de estampar, a tinta passará pelos espaços da trama, formando o desenho no tecido.

A sala de gravação é bem vedada contra a luz branca do ambiente externo. Lá dentro a luz é amarela, para que não haja reação com a emulsão.

  • Aqui, a matriz já pronta – a parte verde é a emulsão seca (que está tampando os espaços entre as tramas da tela), e a parte vazada, por onde a a tinta preta impediu a passagem da luz e a secagem da solução (nessa área os espaços na trama estão abertos, o que permite a passagem de tinta na etapa seguinte).

A partir daqui é só escolher o efeito e aplicar sobre o tecido a substância adequada para cada resultado. Para fazer essas aplicações, a tela é colocada sobre o tecido, e a tinta é colocada na parte superior da tela, coberta pela emulsão verde. Um rodinho de mão é o responsável por “arrastar” a porção de tinta ao longo da tela, e marcar o tecido na área onde está o desenho.

Alguns efeitos possíveis são (para visualizar em tamanho maior, é só clicar na imagem):

Dá para soltar a imaginação e criar estampas lindas.

E você, já pensou em seguir carreira como designer de estampas?

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Arquivado em São Paulo, Têxtil

Customize

2012 começou e, junto com as energias, precisamos renovar o guarda-roupa.
Todo mundo tem aquela camiseta que gosta, ou aquela calça que veste bem, mas que já está ficando um pouco enjoativa. Ao invés de encostar estas peças no armário para, depois de alguma hesitação, descartá-las, por que não dar uma cara nova a elas?
Eu, desde pequena sou uma grande fã de customização, e muitas vezes acho bem mais interessante modificar uma peça que comprar uma nova. E não é preciso muito pra isso. Aliás, é preciso bem pouco! Aqui no Tecendo Ideias, vou postar ideias bem simples de como se pode personalizar uma peça utilizando nada mais que uma tesoura, caneta e alguns poucos apetrechos.

Sabe aquela camiseta lisa que está meio chatinha? Junte a ela uma régua, caneta para tecido, tesoura e uma fita à sua escolha.

Corte a gola e a barra

Meça o meio da frente da camiseta, trace verticalmente e corte. Ela ficará aberta como uma camisa.

Com a régua, vá marcando pares de pontinhos lado a lado, com mais ou menos 2 cm de distância entre cada ponto e 1,5 cm de distância entre cada par.

Corte cada pontinho.

A camiseta ficará com vários furinhos.

Transpasse a fita pelos furos, como cadarço de tênis, começando por baixo.

Dê um laço ao final e…

Voilà!

Mais simples impossível, hm?

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Arquivado em Arte, customização, Moda